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25 de novembro de 2022

Apelo pela harmonização do país marca discurso de Beto Simonetti na última sessão de 2022 no Conselho Pleno

Apelo pela harmonização do país marca discurso de Beto Simonetti na última sessão de 2022 no Conselho Pleno

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), Beto Simonetti, abriu nesta sexta-feira (25/11) a sessão do Conselho Pleno com um apelo pela concertação do país. “É imperativo para esse momento um armistício social. Que prevaleça o debate salutar e respeitoso de ideias. Que imediatamente se restabeleça o bom e necessário alinhamento entre os Poderes. Um basta no acirramento que tem elevado a temperatura nas ruas e entre as instituições. Precisamos reorganizar o país para a imediata retomada de avanços crescimento”, afirmou.

A sessão desta sexta-feira é a última do Conselho Pleno da OAB este ano. O Paraná está representado pela presidente da seccional, Marilena Winter, e por três conselheiras — Ana Cláudia Pirajá Bandeira, Graciela Marins e Silvana Niemczewski.

Ele apontou como necessidades a harmonização da relação entre os Poderes e a adoção de pautas econômicas que destravem o crescimento do país no próximo quadriênio, incluindo controle da inflação e responsabilidade fiscal. O presidente nacional da OAB também elencou sugestões de medidas para o governo federal eleito com vistas à estabilização política e institucional do país. “A OAB defende a legitimidade dos eleitos para exercer os mandatos colhidos na vontade popular. É necessário, no entanto, salientar que os eleitos têm a responsabilidade de governar para todos e não apenas para seus eleitores”, afirmou.

Simonetti falou ainda das conquistas da advocacia obtidas ao longo do ano que termina – como a definição do Congresso Nacional e do Judiciário pela observância do Código de Processo Civil na fixação de honorários, além da atualização do Estatuto da Advocacia. Ele também reafirmou que a prioridade da entidade é a defesa das prerrogativas profissionais.

Simonetti criticou os atos antidemocráticos que têm fechado rodovias pelo país e restringido o direito de ir e vir da população. “A forma adequada de apresentar reclamações contra o processo eleitoral é por meio de recursos à Justiça Eleitoral e não de tumultos, de violência e da imposição de restrições ao direito de ir e vir nas estradas do país”, disse. Em relação aos ofícios enviados por seccionais solicitando a atuação da ordem para garantir o cumprimento de prerrogativas, o presidente nacional da OAB reafirmou compreender as manifestações e que a Ordem sempre defenderá os direitos de atuação de advogados e advogadas, o que não pode ser confundido com adotar a posição de parte nesses processos.

Leia aqui a íntegra do discurso.

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