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04 de julho de 2024

Grande evento sobre prerrogativas em Londrina começa com debate sobre violações no Tribunal do Júri

Grande evento sobre prerrogativas em Londrina começa com debate sobre violações no Tribunal do Júri

Começaram na tarde desta quinta-feira (4) os diálogos no grande encontro de prerrogrativa que ocorre em Londrina. Organizado pela OAB Paraná e pela subseção o evento vai até o dia 5 de julho e contempla o 2º Colégio de Presidentes de Direitos e Prerrogativas do Paraná e o X Fórum de Prerrogativas da OAB Londrina.

“É uma honra tê-los na nossa casa, na OAB Londrina. Unimos dois evento de grande porte, o que não é fácil, para tratar do tema mais importante da advocacia, porque sem garantias profissionais não há Justiça”, afirmou o presidente da subseção, Nelson Sahyun Junior, ao dar boas-vindas aos participantes.

“Esse é vento é muitíssimo especial para nós da OAB Paraná. Temos aqui um público muito qualificado”, disse a diretora de prerrogativas da seccional, Marion Bach. Ela relembrou que, ao longo dos últimos anos, especialmente com a conferência estadual, a OAB Paraná procurou ouvir a advocacia em todas as regiões do estado. “Damos um passo a mais para poder ouvir a advocacia em relação às prerrogativas”, acrescentou a advogada, explicando que a ideia é que o evento – realizado sem composição de mesa ou utilização de púlpito – seja uma grande roda de conversa, na qual os palestrantes farão provocações e o público tem a possibilidade de interagir e participar.

O primeiro painel tratou de “Violação de Prerrogativas e Tribunal do Júri” e, além de Marion, contou com a participação Alfeu Brassarotto Junior, Caio Fortes de Matheus, Pedro Augusto Cruz.

“Infelizmente, diariamente estamos nos deparando com situações em que a advocacia acaba sendo desrespeitada. Justamente por isso precisamos cada vez mais da união de todos para fazer valer nossas prerrogativas”, afirmou Brassarotto Junior, que é presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais na subseção de Londrina.

“Nós advogados, se silenciamos diante de violações às prerrogativas, formamos operadores do direito que desrespeitam os advogados. Não é direito disponível do advogado ter sua prerrogativa violada e não se manifestar”, pontuou Matheus, que destacou a importância de as comissões de prerrogativas visitarem autoridades se apresentando para mostrarem a força da advocacia e que os profissionais não atuam sozinhos. “Temos que mostrar que existe uma time atento e que não vai se curvar [à violação de prerrogativas]”, acrescentou.

Cruz lamentou a confusão que se faz entre a figura dos advogados e os processos em que atuam e como isso muitas vezes utilizado para desrespeitar os profissionais. “Temos corriqueiramente questões de violação de prerrogativas dos advogados. E destaco a questão da pessoalização. Para mim, é fundamentel aprendermos a desvincular a imagem que se tem do advogado para com a causa. Muitas vezes isso não é feito. Nós, que atuamos no Tribunal do Júri, muitas vezes temos nossa imagem vinculada ao processo em si e ao cirme si. E a pessoalização muitas vezes é feita pelo próprio juiz da causa. Isso é um problema gigantesco no decorrer de um julgamento complexo, como os que demoram até cinco dias”, exmplificou.

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