
A OAB Paraná realizou nesta segunda-feira (30) uma cerimônia para homenagear os advogados quem completam 50 anos de exercício da profissão ao longo desta gestão. Os profissionais receberam um diploma de honra ao mérito pelo período ininterrupto de exercício da advocacia de maneira ilibada, ou seja, sem nenhuma condenação disciplinar.
“É um momento de extremo significado para a advocacia paranaense”, celebrou o presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha. Ele falou sobre o legado que os advogados que estão jubilando deixam para os colegas. “Temos advogados reconhecidos no mundo todo e o mais importante: temos advogados comprometidos com a ética e com o bem-estar de toda a sociedade”, disse.
Em seu discurso, Noronha relembrou o ano desafiador que o Brasil e o mundo viviam em 1968, que chegou a ser definido pelo jornalista Zuernir Ventura como “o ano que não terminou”. Em nível nacional, no auge da ditadura militar, ocorreram fatos marcantes como a suspensão do habeas corpus e a passeata dos 100 mil. No exterior, a morte de Martin Luter King, nos Estados Unidos, e as revoltas de maio, na França, marcaram história.
Representando os 69 jubilados, o advogado Dalio Zippin Filho destacou as cinco décadas vivenciadas junto à OAB, “em união com a nossa instituição”. “O patrimônio que deixaremos de herança é o exemplo moral que jamais acabará”, afirmou Zippin.
“Não sei o que a Ordem pode fazer pelos advogados além do que foi feito”, disse Alfredo Assis Gonçalves Neto, ex-presidente da OAB Paraná e medalha Vieira Neto. Ele relembrou que, durante sua gestão, a maior conquista foi dar início à advocacia dativa. Gonçalves Neto também elogiou a atual gestão por ter retomado o convênio com o governo e restabelecido o convênio sobre os dativos com mais segurança, com a criação de uma lei.
A secretária-geral da Caixa de Assistência dos Advogados, Márcia Maluf, ressaltou que, ao longo dos 50 anos de atividade dos advogados homenageados, eles sempre puderam buscar benefícios na entidade e construíram uma instituição forte. “A Caixa esteve presente buscando atender os anseios da advocacia”. Ela mencionou serviços como farmácia, a livraria e a antiga ótica do advogado.
Perfil do futuro
Durante as homenagens, o presidente Noronha relembrou que quando ingressou na profissão, foi recebido pelo então presidente da seccional Assis Gonçalves Neto. “Jamais imaginei que teria oportunidade de entregar homenagem a Alfredo Assis Gonçalves Neto. Foi dele que recebi as minhas credenciais para atuar na advocacia”, disse Noronha.
Noronha também destacou que, de acordo com a tendência atual, daqui 50 anos, as homenagens terão dois homens e a maioria massiva formada pelo público feminino. “A advocacia é uma profissão de mulheres. Temos visto na aprovação do exame de ordem em que elas têm sido mais estudiosas”, observou o presidente da seccional.


















