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31 de março de 2023

Presidentes defendem redução do prazo para manifestação legal nos casos  de revogação de prisão cautelar

Presidentes defendem redução do prazo para manifestação legal nos casos  de revogação de prisão cautelar

O presidente da OAB Apucarana, Márcio Rei, trouxe aos debates do 4º Colégio de Presidentes de Subseções na manhã desta sexta-feira (31/03) a preocupação da advocacia com o prazo de 10 dias para a visualização dos autos pelo Ministério Público no sistema Projudi. Ele defendeu a redução do prazo nos casos  de revogação de prisão cautelar, com a proposta de alterar parte do texto da Lei Federal 11419/2006 ou  o Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Paraná que trata sobre o assunto.

 “O meu questionamento – e o de vários advogados da região – é o prazo de 10 dias corridos para manifestação legal. Enquanto não houver a leitura da outra parte, precisamos aguardar esse prazo. Ocorre que nos casos em que houve uma  prisão  e o advogado entra com pedido de revogação, o Ministério Público espera os dez dias, não faz a leitura, e depois tem mais cinco dias para análise, ou seja, ele fica 15 dias para emitir um parecer se concorda ou não com a liberdade da pessoa”, frisou.

“É um absurdo porque quando o pedido vai para o juiz depois que o Ministério Público, ele costuma se manifestar em dois, três dias no máximo, enquanto o MP fica 15 dias com o processo parado. Não é uma regra geral, mas grande parte utiliza desse subterfúgio para deixar a pessoa segregada”, disse.

Após os debates, o Colégio de Presidentes deliberou pelo encaminhamento da questão à Comissão da Advocacia Criminal da OAB Paraná, que ficará responsável por realizar um estudo sobre a demanda e eventualmente subsidiar uma proposta de alteração da lei. “O item deverá constar da Carta de União da Vitória pela sua importância, com a recomendação do Colégio de Presidentes para que seja encaminhado o problema, que afeta não apenas a advocacia, mas os interessados, para que a Comissão proceda esse estudo e cogite a proposição ao CFOAB de uma alteração legislativa, se este for o caso”, destacou a presidente Marilena Winter.

 

 

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