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12 de julho de 2024

Rafael Horn apresenta recorte paranaense do perfil demográfico da advocacia brasileira ao Conselho Pleno

Rafael Horn apresenta recorte paranaense do perfil demográfico da advocacia brasileira ao Conselho Pleno

O Conselho Pleno da OAB Paraná recebeu nesta sexta-feira (10/7) o presidente em exercício da OAB Nacional, Rafael Horn. Na oportunidade, o dirigente apresentou o recorte dos dados do levantamento da advocacia paranaense obtidos por meio do Perfil Demográfico da Advocacia Brasileira (Perfil ADV). Considerado o maior estudo já realizado sobre a classe no país, a pesquisa encomendada pelo CFOAB à Fundação Getulio Vargas (FGV) entrevistou 20.885 advogados e advogadas.

“Na Ordem somos porta-vozes de 1,4 milhão de advogados. Um dos aspectos mais desafiadores hoje é compreendermos essa realidade. Acredito que esse estudo vai ajudar muito a diretoria no trabalho de representar a advocacia paranaense”, disse Horn ao apresentar os dados.

Horn destacou dados como o que mostra que 31% da advocacia tem até 5 anos de atuação e que mais de 50% têm menos de 40 anos, o que mostra a predominância dos jovens profissionais. Também foi citado o índice que aponta que 51% da advocacia paranaense está no interior e que 56% atua em escritórios.

A área que conta com mais profissionais atuando é o Direito Civil (27%), seguido por família e sucessões (14%) e trabalhista e penal (10%).

A presidente da OAB Paraná, Marilena Winter ressaltou que a realização da pesquisa contou com a participação das subseções e o empenho de seus respecitvos diretores para incentivar o apoio da advocacia.

“Agradecemos muito a Rafael Horn e parabenizamos pelo trabalho que realizou à frente desse levantamento, que resulta em uma ferramenta de gestão muito confiável. Nós aqui no Paraná temos um apreço muito grande por trabalhar com dados na gestão e será muito útil para todos nós”, disse a presidente da seccional.

Visitas

Durante a sessão, estiveram presentes o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Andrei Rech, o presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), juiz Marcel Ferreira dos Santos, e o juiz Jederson Suzin, ex-presidente da Amapar.

“A advocacia tem posições às vezes antagonicas e o juiz está equidistante para buscar a melhor solução. E a gente aprende muito com a advocacia”, afirmou Santos.

“Concordo integralmente com a pesquisa. É uma luta de todos nós, quem está ali na trincheira do primeiro grau conhece a realidade”, disse o presidente da Amapar sobre a pesquisa. Por outro lado, argumentou que nos últimos anos a política de priorização do primeiro grau determinada pelo Coselho Nacional de Justiça (CNJ) tem surtido efeito. Ele parabenizou os idealizadores do levantamento e afimou que a Ampar está à disposiçãopara dialogar sobre a realidade do Judiciário.

Mais números

De acordo com a pesquisa, a advocacia paranaense representa 6,2% do quadro total dos profissionais brasileiros, ou seja, dos 1.484.439 advogados e advogadas brasileiros, 93.063 profissionais ativos são da OAB Paraná, segundo dados do Cadastro Nacional dos Advogados (CNA). A advocacia paranaense representou 6,3% dos participantes da amostra nacional. Foram coletadas 2.598 entrevistas no Paraná, sendo a amostra final 1.308 entrevistas para esta seccional, após ponderação para readequação dos pesos de variáveis.

Por meio do Perfil ADV foi possível observar leve predominância de homens (50%) enquanto 49% são mulheres. O estudo também apontou que o público masculino na advocacia paranaense é mais velho que o feminino. Na faixa de 60 anos ou mais (que representa 15% do total da amostra), predominam os homens (76%), contra 24% de mulheres.

Em relação à renda familiar, há maior concentração de mulheres nas faixas de renda familiar mais baixas. Entre aqueles entrevistados que declaram renda até 2 salários mínimos, 61% são mulheres e 39% são homens. Já entre os que têm renda acima de 20 salários mínimos, 30% são mulheres e 69% homens.

A representatividade dos pretos mostrou-se maior no segmento masculino. Entre os profissionais que se declaram pretos, 57% são homens e 41% são mulheres. Entre os pardos, no entanto, prevalece o segmento feminino. São 54% de advogadas que se declaram pardas e 46% de advogados pardos.

O segmento “casado(a)/ união estável/ vive junto” é mais expressivo entre eles (57%) que entre elas (43%). Os homens são maioria em relação ao tempo de inscrição. Observando a faixa de “mais de 20 anos” de inscrição na OAB, 38% são mulheres, contra 61% de homens (TABELA 5). Em contrapartida, na faixa de “menos de 3 anos” de inscrição na OAB as mulheres são maioria: 57%, contra 43% no segmento masculino.

Confira a íntegra do estudo aqui.

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