
20 outubro, 2025
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CAAPR
“Dia D – CMA e CAA pela vida delas” promove informação, prevenção e acolhimento em Curitiba
A ação fez parte da programação do Movimento Rosa, voltado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, reunindo representantes da advocacia paranaense e profissionais da saúde em uma tarde de aprendizado e troca de experiências.
O Edifício Professor René Ariel Dotti recebeu, nesta quinta-feira (17), o evento “Dia D – CMA e CAA pela vida delas”, uma iniciativa promovida pela Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná (CAA-PR) e pela Comissão da Mulher Advogada da OAB Paraná, em parceria com a Associação Amigas da Mama (AAMA). A ação fez parte da programação do Movimento Rosa, voltado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, reunindo representantes da advocacia paranaense e profissionais da saúde em uma tarde de aprendizado e troca de experiências.
A vice-presidente da CAA-PR, Rafaela Küster, ressaltou a importância do cuidado contínuo e do significado do Outubro Rosa para a advocacia. “O Outubro Rosa não é somente um mês. O tempo passa, mas o cuidado não pode esperar. Cuidar de si é um ato de resistência. É dizer: a minha vida importa, o meu corpo importa e eu também mereço cuidado. [...] Que esse Outubro Rosa seja mais do que uma campanha — seja um impacto de amor-próprio, de prevenção e de solidariedade entre todas nós”, afirmou.
A diretora de Comissões da OAB Paraná, Emma Palú Bueno, também destacou a importância da união e da empatia entre as mulheres. “Nós todas estamos aqui por uma causa comum. Que tenhamos sororidade, empatia, e que, mesmo quando não concordarmos em tudo, lembremos que há um propósito comum que nos une”, disse.
Já a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Aline Cordeiro Andriolli, agradeceu a presença das participantes e reforçou o caráter acolhedor da iniciativa. “Tudo foi preparado com muito carinho, com conhecimento de qualidade e momentos de troca. É um dia feito especialmente para nós”, destacou.
Cuidado e acolhimento
A programação contou com a participação de Gladys Haluch, fundadora da AAMA, que compartilhou a trajetória da associação, criada para oferecer apoio integral às mulheres em tratamento. Gladys apresentou os serviços e produtos desenvolvidos pela organização, como apoio e orientação jurídica, acompanhamento psicológico, palestras e atividades culturais, além de soluções práticas que visam facilitar o cotidiano das pacientes oncológicas.
A médica oncologista Ana Paula Dergham abordou as estatísticas do câncer de mama no Brasil e destacou a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular. Ela alertou para os riscos da reposição hormonal sem supervisão médica e reforçou a necessidade da mamografia como exame essencial para o diagnóstico precoce.
“A gente só tem diagnóstico precoce se fizermos mamografia. Exame de toque não detecta precocemente”, afirmou a especialista, lembrando que o exame passou a ser oferecido pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos apenas em 2025.
Na sequência, a nutricionista oncológica Karen Inamassu trouxe orientações sobre alimentação e hábitos preventivos, ressaltando que o estilo de vida saudável pode reduzir em até 13% o risco de desenvolvimento do câncer de mama. “É importante pensar não apenas no diagnóstico, mas também na prevenção. Há muito que podemos fazer para não desenvolver ou expressar a doença”, destacou.
Encerrando as palestras, a psicóloga Daniele Moscardi falou sobre a importância do cuidado com a saúde mental das pacientes oncológicas, reforçando que o enfrentamento do câncer exige atenção integral, tanto física quanto emocional.
Lançamento da cartilha “Direitos do Paciente com Câncer”
Durante o evento, também foi realizado o lançamento da cartilha “Direitos do Paciente com Câncer”, elaborada pela Comissão de Direito à Saúde da OAB Paraná em conjunto com a CAA-PR. A publicação busca contribuir para que os direitos legais que garantem saúde, dignidade, suporte social e proteção em diversas áreas — como trabalho, educação, transporte e tributação — sejam mais conhecidos e exercidos por pacientes, familiares, cuidadores e pela sociedade em geral.
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